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Ano 6 ▪ Nº 310 ▪ De 18 a 24 de fevereiro de 2018

Na Era do Espírito
Editor: Celso da Costa Frauches – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Ano 6 ▪ Nº 310 ▪ De 18 a 24 de fevereiro de 2018

Na Era do Espírito é um espaço virtual para mensagens destinadas à educação dos sentimentos e emoções do Espírito, ser imortal, criado à imagem e semelhança de Deus – “inteligência suprema, causa de todas as coisas”.

Educação mediúnica – 11

Onda mental

André Luiz

Onda hertziana — Examinando sumariamente as forças corpusculares de que se constituem todas as correntes atômicas do Plano Físico, podemos compreender, sem dificuldade, no pensamento ou radiação mental, a substância de todos os fenômenos do espírito, a expressar-se por ondas de múltiplas frequências.
Valendo-nos de ideia imperfeita, podemos compará-lo, de início, à onda hertziana, tomando o cérebro como sendo um aparelho emissor e receptor ao mesmo tempo.
Pensamento e televisão — Recorrendo ainda a recursos igualmente incompletos, recordemos a televisão, cujos serviços se verificam à base de poderosos feixes eletrônicos devidamente controlados.
Nos transmissores dessa espécie, é imperioso conjugar a aparelhagem necessária à captação, transformação, irradiação e recepção dos sons e das imagens de modo simultâneo.
De igual maneira, até certo ponto, o pensamento, a formular-se em ondas, age de cérebro a cérebro, quanto a corrente de elétrons, de transmissor a receptor, em televisão.
Não desconhecemos que todo Espírito é fulcro gerador de vida onde se encontre.
E toda espécie de vida começa no impulso mental.
Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença.
Sobre todos os que nos aceitem o modo de sentir e de ser, consciente ou inconscientemente, atuamos à maneira do hipnotizador sobre o hipnotizado, verificando-se o inverso, toda vez que aderimos ao modo de ser e de sentir dos outros.
O campo espiritual de quem sugestiona gera no âmbito da própria imaginação os esboços ou planos que se propõe exteriorizar, assemelhando-se, então, à câmara de imagens do transmissor vulgar, em que o iconoscópio, com o jogo de lentes adequadas, focaliza a cena sobre a face sensível do mosaico que existe numa das extremidades dele mesmo, iconoscópio, ao passo que um dispositivo explorador, situado na outra extremidade, fornece um feixe tênue de elétrons ou raio explorador que percorre toda a superfície do mosaico.
Quando o raio explorador alcança a superfície do mosaico, desprende-se deste uma corrente elétrica de potência proporcional à luminosidade da região que está atravessando e, compreendendo-se que a maior ou menor luminosidade dos pontos diversos do mosaico equivale à imagem sobre ele mesmo refletida, perceberemos com facilidade que as variações de intensidade da corrente fornecida pelo mosaico equivalem à metamorfose das cenas em eletricidade, variações que respondem pelas modificações das cores e respectivos semitons.
As imagens arremessadas através do dispositivo de focalização da câmara, atingindo o mosaico, se fazem invisíveis ao olhar comum.
Nessa fase da transmissão, os vários pontos do mosaico acumulam maior ou menor corrente elétrica, segundo a porção de luz a incidir sobre eles.
Somente depois dessa operação, que prossegue em variadas minudências técnicas, é que a cena passa ao transmissor da imagem, a reconstituir-se, através do cinescópio ou válvula da imagem, no aparelho receptor, válvula essa cujo funcionamento é quase análogo ao do iconoscópio, na transmissão, embora fisicamente não se pareçam.
Células e peças — Com muito mais primor de organização, o cérebro ou cabine de manifestação do Espírito, tanto quanto possamos conhecer-nos, do ponto de vista da estrutura mental, em nossa presente condição evolutiva, possui nas células e implementos que o servem aparelhagens correspondentes às peças empregadas em televisão para a emissão e recepção das correntes eletrônicas, exteriorizando as ondas que lhe são características, a transportarem consigo estímulos, imagens, vozes, cores, palavras e sinais múltiplos, através de vias aferentes e eferentes, nas faixas de sintonia natural.
As válvulas, câmaras, antenas e tubos destinados à emissão dos elétrons, ao controle dos elétrons emitidos, à formação dos feixes corpusculares e respectiva deflexão vertical e horizontal e a operações outras para que o mosaico ou espelho elétrico forneça os sinais de vídeo, equivalentes à metamorfose da cena em corrente elétrica, e para que a tela fluorescente converta de novo os sinais de vídeo na própria cena óptica, a exprimir-se nos quadros televisionados, — configuram-se, admiravelmente, nos recursos sensíveis do cérebro, sistema nervoso, plexos e glândulas endócrinas, enriquecidos de outros elementos sensoriais no veículo físico e psicossomático, cabendo-nos, ainda, acentuar que a nossa comparação peca demasiado pela pobreza conceptual, porquanto, em televisão, na atualidade, há conjuntos distintos para emissão e recepção, quando o Espírito, na engrenagem individual do cérebro, conta com recursos avançados para serviços de emissão e recepção simultâneos.
Alavanca da vontade — Reconhecemos que toda criatura dispõe de oscilações mentais próprias, pelas quais entra em combinação espontânea com a onda de outras criaturas desencarnadas ou encarnadas que se lhe afinem com as inclinações e desejos, atitudes e obras, no quimismo inelutável do pensamento.
Compreendendo-se que toda partícula de matéria em movimentação se caracteriza por impulso inconfundível, fácil ser-nos-á observar que cada Espírito, pelo poder vibratório de que seja dotado, imprimirá aos seus recursos mentais o tipo de onda ou fluxo energético que lhe define a personalidade, a evidenciar-se nas faixas superiores da vida, na proporção das grandezas morais, do ponto de vista de amor e sabedoria, que já tenha acumulado em si mesmo.
E para manejar as correntes mentais, em serviço de projeção das próprias energias e de assimilação das energias alheias, dispõe a alma, em si, da alavanca da vontade, por ela vagarosamente construída em milênios e milênios de trabalho automatizante.
A princípio, adstrita aos círculos angustos do primitivismo, a vontade, agarrada ao instinto de preservação, faz do Espírito um inveterado monomaníaco do prazer inferior.
Avançando pelo terreno inicial da experiência, aparece o homem qual molusco inteligente, sempre disposto a fechar o circuito das próprias oscilações mentais sobre si mesmo, em monoideísmo intermitente.
Vontade e aperfeiçoamento — A memória e a imaginação, ainda curtas, limitam a volição do homem a simples tendência que, no fundo, é aspecto primário da faculdade de decidir.
Ele mesmo opera a retração da onda mental que o personaliza, repelindo as vibrações que o inclinem ao burilamento sempre difícil e à expansão sempre laboriosa, para deter-se no reino afetivo das vibrações que o atraem, onde encontra os mesmos tipos de onda dos que se lhe assemelham, capazes de entreter-lhe a egolatria, no gregarismo das longas simbioses em repetidas reencarnações de aprendizagem.
A civilização, porém, chega sempre.
O progresso impõe novos métodos e a dor estilhaça envoltórios.
As modificações da escolha acompanham a ascensão do conhecimento.
A vontade de prazer e a vontade de domínio, no curso de largos séculos, convertem-se em prazer de aperfeiçoar e servir, acompanhados de autodomínio.
Ciclotron da vontade — Arremessa a criatura, naturalmente, a própria onda mental na direção dos Espíritos que penetraram mais amplos horizontes da evolução.
Alcançando semelhante estágio de consciência, a vontade, no campo do Espírito, desempenha o papel do cíclotron no mundo da Química, bombardeando automaticamente os princípios mentais que se lhe contraponham aos impulsos. E é, ainda, com essa faculdade determinante que ela preside as junções de onda, junto àquelas que se proponha assimilar, no plano das sintonias, de vez que, quanto mais elevado o discernimento, mais livre se lhe fará a criação mental originária para libertar e aprisionar, enriquecer e sublimar, agravar os males ou acrescentar os próprios bens na esfera do destino. (Negritos no original)

Extraído do livro Mecanismos da mediunidade / ditado pelo Espírito André Luiz; [psicografado por] Chico Xavier e Waldo Vieira. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010, págs. 83-87. Nota: Esse capítulo foi psicografado por Waldo Vieira; 1ª edição lançada em 1959)

Periódico

Revista Internacional de Espiritismo (RIE). Ano XCII, nº 12. Matão, SP: O Clarim, janeiro de 2018.

A matéria de capa da edição de janeiro – A Gênese – 150 anos –, de autoria de Maroísa F. Pellegrini Baio, comemora e faz ligeiros comentários sobre uma das obras da Codificação Espírita – A Gênese – Os milagres e as predições segundo o Espiritismo, cuja 1ª edição foi publicada em janeiro de 1868. O Editorial aborda as questões relativas à divulgação espírita. A entrevista do mês – A argumentação lógica da Codificação Espírita –, de Martha Rios Guimarães, é com Paulo Castanheira, de Assis (SP), coordenador do projeto “Ferramentas do Saber”, que busca, por meio de grupos de estudo, auxiliar no entendimento do vocabulário, conceitos e dados culturais relativos ao Espiritismo. Artigos: Ano novo, vida nova, de José Luiz Condotta; Congressos espíritas: Por quê? Como? Para quê? , de Antonio Cesar Perri de Carvalho; Adolescência e sexualidade, de Ailton Gonçalves de Carvalho; 2018: 150 anos de Cairbar Schutel, da Redação de O Clarim; A humildade em sua verdadeira acepção, de Rogério Coelho; O médium José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, de Fabio Dionisi; Como conversar com o Guia Espiritual, de Rogério Miguez; Vivi, vivo e viverei, de Cássio Leonardo Carrara; A concepção sucinta do Espiritismo, de Jaime Facioli; Alienígenas e abduções – uma síntese da vida extraterrestre sob a ótica espírita, de Ricardo Di Bernardi; O amor é remédio?, de Cláudio Viana Silveira; Dentro da luta, de Walkiria Lúcia Araújo Cavalcante; Geração Alpha: o mundo de nossas crianças, de Marcos Paterra; Golpes na consciência, de William Gonçalves; Permita-me ser espírita, de Octávio Caúmo Serrano; Casamento e divórcio, de Richard Simonetti; Animação é coisa séria, de Martha Rios Guimarães. Contatos: www.oclarim.com.br.

Mensagem da semana

Mentes sadias impregnam de aromas agradáveis os recintos ou os santuários, consolidando condições climáticas que criarão bem-estar e alegria de viver. Nós é que construímos nosso domicílio do bem ou do mal, conforme a projeção de nossos pensamentos.

Batuíra

(Extraído do livro Orvalho da manhã / ditado pelos Espíritos Lourdes Catherine e Batuíra [psicografado por] Francisco do Espírito Santo Neto. Catanduva, SP: Boa Nova, 2005, p. 81)

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